Em 2005, quando fazia cursinho preparatório para ingressar na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), encabecei uma luta, com passeata e manifestação nas ruas daquela cidade paraibana, em que reivindicávamos a redução da taxa de inscrição do vestibular.
Acampamos em frente à sede da universidade e, só saímos com o resultado esperado, que foi a redução da taxa do vestibular.
Um ano depois, em 2006, fui contemplado com uma bolsa de estudos para cursar Farmácia em Manaus, na Universidade Nilton Lins.
Já estudante universitário, fui eleito representante de turma durante os quatro anos do curso e por diversas vezes questionei, manifestei as insatisfações dos colegas de curso e comprei "briga" com coordenadores, professores, vice-reitora e até mesmo com os colegas que queriam ir por caminhos opostos ao da maioria. Nesse mesmo período, participei por duas vezes de manifestações pelas ruas de Manaus pela redução das passagens de ônibus, com resultado positivo.
Mesmo após me formar em Farmácia, em 2010, continuei militando por melhorias sociais e, dessa vez, ao lado de colegas farmacêuticos pela aprovação de um piso salarial para a categoria no Estado do Amazonas. Depois de muita luta, protesto nas ruas, reuniões, ir à frente de tribunais, conseguimos êxito e um piso foi aprovado, mesmo não sendo o ideal à categoria.
Em 2011, residindo e trabalhando no município de Manacapuru (AM), pude contribuir para melhorias no atendimento, na comercialização e dispensação indiscriminada de medicamentos para uma população que era carente de informações, quanto aos assuntos sobre os cuidados a sua saúde, além de prestar atendimento humanizado a um povo tão sofrido e abandonado.
Levamos atendimento à população de Manacapuru e mostramos como o profissional farmacêutico é importante para a melhoria da saúde das pessoas. O trabalho realizado naquele município foi tão satisfatório, que tive uma matéria publicada em uma revista de circulação nacional.
Retornei para Manaus em 2013 ainda como gestor farmacêutico e, cinco meses depois, fui convidado a instituir a Coordenação Técnica Farmacêutica na rede de farmácias pela qual atuo e, em meio a tantos desafios, pude liderar com muita responsabilidade uma equipe de mais de 60 colegas farmacêuticos, otimizando o trabalho de todos e sempre trabalhando em parceria, sem nunca precisar me valer da posição que ocupava para coibir ninguém.
Durante esse período, já como conselheiro eleito do Conselho Regional de Farmácia, antes de assumir o meu mandato estive em Brasília, junto a vários colegas de todo o Brasil, trabalhando pela aprovação da Lei nº 13.021/2014 e mais uma vez saímos vitoriosos.
Há 2 anos, em 2015, recebi a missão de liderar a implementação das primeiras salas de Atenção Farmacêutica, os consultórios farmacêuticos, em redes de farmácias no Amazonas. Foi um trabalho muito prazeroso, porém muito desafiador, pois seria algo novo para a realidade dos farmacêuticos e da própria população no Estado.
Para dar melhor qualidade ao serviço, implementamos a primeira pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica in company para os farmacêuticos da rede e com permissão do meu líder, pude abrir algumas vagas para outros colegas que não faziam parte do quadro funcional, com a finalidade de ampliar essa oportunidade.
Ainda em 2015, na função como conselheiro regional de Farmácia, pude apresentar projetos em plenário, como o que defende a instituição de um piso salarial único farmacêuticos e, que foi, inclusive, apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Por conta da minha atuação e garra para trabalhar em favor da profissão, fui convidado a compor a diretoria, a qual faço parte atualmente. Eleito secretário-geral, pude buscar mais capacitação para os colegas de profissão, por meio de cursos e palestras, além de ter sugerido a criação do ClubFar – Clube de Vantagens para os Farmacêuticos e técnicos em patologia inscritos no CRF.
Em abril do ano passado, assumi a tesouraria do CRF e na condição de secretário e tesoureiro, pude contribuir com a minha experiência em gestão, levando à diretoria condições para atravessar o ano que era o mais difícil, por conta da recessão econômica que o país atravessava. Otimizamos a contas, fizemos os devidos ajustes e ao final, conseguimos ter sucesso mais uma vez.
Diante desse trabalho desenvolvido à frente da tesouraria, conseguimos entrar no ano de 2017 com as contas equilibradas e com os índices positivos na gestão, sempre com responsabilidade e respeito à coisa pública.
Aumentamos a fiscalização, tanto dos estabelecimentos regulares quanto dos clandestinos, contratamos fiscais do concurso, atendentes, auxiliares administrativos, trabalhamos mais próximos dos farmacêuticos, humanizamos o atendimento no CRF, inclusive com treinamentos para os colaboradores, abrimos licitação para aluguel de embarcação e fiscalização nos municípios do interior, realizamos a criação de comissão para implementação do Fundo de Assistência ao Farmacêutico e incluímos esse projeto no planejamento orçamentário para execução.
Portanto, é com essa mesma dedicação que pretendo trabalhar à frente do CRF-AM, como presidente da instituição, colocando em prática e levando toda experiência adquirida durante esses anos de militância profissional e dedicação, para que a profissão se torne ainda melhor no nosso Amazonas.
Estou convicto que ainda teremos muitos desafios, porém sei exatamente o que podemos fazer para melhorar e, juntamente com a minha equipe, os conselheiros eleitos e todas as entidades farmacêuticas representativas no Amazonas, tenho certeza que traremos novos avanços e novas conquistas para todos os farmacêuticos do Amazonas, sejam eles da capital ou do interior.




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