domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cérebro Dividido - Muito bom.

Uma animação muito interessante que nos mostra a importância de se equilibrar a razão e a emoção e, sobretudo, nos diz da importância de sermos nós mesmos!



Divertido e inteligente! Vale a pena ver!



O papel do farmacêutico na conscientização da população carente em Manacapuru.

Varejo
Veja como o farmacêutico pode levar conhecimento e assistência a uma população que mal sabia de sua existência

Jardel Araújo da Silva é farmacêutico e nasceu em Porteiras, Ceará. Quando chegou a Manacapuru – Amazonas para trabalhar pelo grupo de farmácias Pague Menos como farmacêutico gerente, imediatamente identificou-se com o cenário que encontrou, achando muito parecido com o de sua cidade natal: drogarias muito pequenas, sem a presença de farmacêutico, baixa acessibilidade a serviços de saúde para quem mora nas periferias e muita carência, inclusive de informação.
Formado pela Universidade Nilton Lins de Manaus, após atuar em drogarias de pequeno porte ele aceitou o desafio de trabalhar na recém-inaugurada Pague Menos da cidade de aproximadamente 100 mil habitantes. "Até a conclusão da Ponte Rio Negro que liga Iranduba (mesma região de Manacapuru) a Manaus, o acesso ao local era muito difícil e isso ainda se refletia nos problemas que a população tinha para conseguir atendimento de saúde de qualidade", relembra.
Mas isso começou a mudar, o farmacêutico relata que no início a maioria da população, além de não saber quem era o profissional, mostrou grande resistência ao seu trabalho por não entenderem os procedimentos de dispensação com receita médica, de medicamentos de controle especial e por desconhecer a assistência farmacêutica. Foi preciso um grande esforço educativo, inclusive nos consultórios médicos da região.
"Havia um controle muito precário sobre a maneira como as receitas eram fornecidas aos pacientes. Eles também reclamavam quando as retínhamos na farmácia, pedindo-as de volta. Foi necessário algum tempo de adaptação para que as pessoas entendessem que a intenção da equipe da farmácia era preservar sua saúde evitando que medicamentos como antimicrobianos, por exemplo, fossem dispensados de qualquer jeito criando resistência bacteriana e prejudicando a saúde da comunidade", explica.

Uma aula de preocupação com a saúde

Além de orientar as pessoas que iam à farmácia, Jardel e sua equipe fizeram contato com a Secretaria de Saúde do município para criar programas de relacionamento com escolas para explicar o trabalho do farmacêutico e o uso correto dos medicamentos. Jardel desenvolveu também a Cartilha de Apoio ao Profissional de Saúde, contendo a legislação básica sobre medicamentos para impedir a dispensação indiscriminada e para que não houvesse entraves éticos entre profissionais de medicina e os de farmácia. "Inúmeras vezes precisamos encaminhar o paciente de volta ao seu médico, da rede pública ou particular, para um ajuste na receita ou para que sua condição fosse mais bem identificada”.
Mas fazer com que as pessoas, muitas delas idosas, voltassem ao consultório, implicava um retorno por barco ao outro lado do rio, às vezes. Assim, a equipe da Pague Menos passou a comunicar-se por telefone com os médicos e também a receber encomendas de medicamentos que estivessem em falta. "Eu ia pessoalmente a Manaus, no fim de semana, com uma listagem em mão, providenciá-los”.
Aos poucos, Jardel e sua equipe apresentaram a figura do profissional de farmácia à população e mostraram que pelo seu atendimento era possível obter medições de pressão arterial e glicemia (em ações de saúde fora do estabelecimento), orientação quanto ao uso racional de medicamentos e a importância de receber as orientações do farmacêutico. Seu trabalho de educação foi mudando gradualmente a cultura local.
"As grandes filas dos postos de saúde começaram a diminuir, já que mostramos que podíamos resolver determinados problemas ligados ao medicamento ou à assistência farmacêutica. Hoje, a figura do farmacêutico tornou-se conhecida e reconhecida pelas pessoas da região". Os profissionais farmacêuticos da Pague Menos também ajudaram a despertar nos órgãos governamentais da região a consciência de que tinham à disposição um profissional habilitado para atuar na área da saúde e ajudar a fazer um controle e identificação mais adequados do fluxo de medicamentos na saúde pública.

“Quero falar com o farmacêutico”

"Com o tempo, passamos a ser muito bem recebidos por pacientes e médicos, que começaram a exigir nossa presença na drogaria e cobrar o nosso trabalho", conta Jardel. "Isso impactou a maneira como as pessoas veem a farmácia, muitos passaram a encará-la como um estabelecimento de saúde, realmente." A preocupação da equipe da Pague Menos Manacapuru com a saúde da população também gerou certa desconfiança de início, pois antes da Pague Menos nunca houve uma preocupação com o cuidado e orientação das pessoas, além de simplesmente vender produtos. "Procuramos mudar essa visão que as pessoas têm da drogaria como apenas um comércio e isso está dando certo. É claro que acontece a venda, mas de forma correta e benéfica para a população do município".

Cuidando da população

A grande presença de comunidades ribeirinhas na região que se beneficiaram da Assistência Farmacêutica instaurada com a inauguração da Pague Menos em Manacapuru levou o Farmacêutico Jardel a organizar também trabalhos sociais. Em parceria com médicos, enfermeiros e nutricionistas, ele e sua equipe levaram orientação, roupas, medicamentos e cuidados a pessoas que sofrem principalmente, com as enchentes no período de cheia do Rio Solimões que vai de abril a julho, todos os anos. "É muito gratificante ver que continuamos a fazer a diferença para essa população. Procurei estabelecer parcerias com os demais profissionais de saúde da região e isso tem beneficiado muitas pessoas. A ideia é seguir em proximidade com a população de Manacapuru e tenho recebido total apoio da Pague Menos para isso. Assim, mostramos a todos quem somos o que fazemos, e que estamos aqui para ajudar", conclui.

Fonte: Boehringer Ingelheim - Dialogando com você (Outubro-2013)
Confira: http://dialogandocomvoce.com.br/site/2013/outubro/varejo.asp

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Farmacêutico: Um profissional a serviço da sua saúde!

Quem é o Farmacêutico e onde ele atua?

O Farmacêutico é o profissional da área da saúde que tem o medicamento como eixo principal de atuação, desde pesquisa, desenvolvimento, produção, manipulação, transporte, distribuição, comercialização, dispensação, orientação ao usuário e vigilância de ação terapêutica, assim como dos efeitos adversos, tanto no aspecto social - com o dever ético de comprometer-se com as políticas de saúde, em especial as políticas de medicamentos que atendam as reais necessidades nacionais e regionais - quanto no aspecto científico e tecnológico.

Todas as atividades profissionais exercidas por farmacêuticos, no Brasil, estão sob a jurisdição do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que regulamenta e disciplina o seu exercício, com base na Lei nº 3.820, assinada no dia 11 de novembro de 1.960, pelo Presidente Juscelino Kubitschek.

1.    Indústria Farmacêutica, Cosmética, Fitoterápicos e Alimentos:



O farmacêutico aqui é diretamente responsável pela pesquisa, produção, desenvolvimento e controle da qualidade. Fatores que deveriam comprovar a eficácia do medicamento ou produto.
É na indústria também que se encontram os farmacêuticos que desenvolvem tecnologia para o controle de pragas e alimentos (agricultura).





2.    Análises Clínicas e Toxicológicas:

Os exames clínicos laboratoriais (sangue, fezes, urina entre outros), são solicitados pelo médico para um melhor diagnóstico e realizados pelo farmacêutico. Também exames toxicológicos para atletas e animais (antidoping), controle da poluição ambiental contam com a participação do profissional de farmácia.


3.    Farmácias e Drogarias:



Seja com os medicamentos industrializados, com a manipulação alopática ou homeopática ou até mesmo na área hospitalar o farmacêutico tem como responsabilidade a prestação da assistência e atenção farmacêutica.



4.    Educação:

Nas instituições de ensino superior o farmacêutico pode atuar como coordenador de curso de farmácia e/ou docente das disciplinas existentes nos currículos de curso de farmácia. Existem profissionais que atuam também como professores no Ensino Médio.




5.    Pesquisa Científica:


Atualmente muitos farmacêuticos agregam valor ao projeto “Genoma Humano” que revelou o conjunto de genes do ser humano. Os resultados desse projeto deverão propiciar o desenvolvimento de medicamentos genéticos (com substâncias à base de DNA).



6.    Distribuição e Transporte:

O farmacêutico nesta área oferece suporte técnico que garante o modo correto de recebimento de medicamentos vindos de outros locais, inclusive de outros países. Práticas como como o gerenciamento de estoques, formas de distribuição e atendimento ao cliente, estando atento para aspectos de lote, validade, transporte e armazenamento.


7.    Saúde Pública e Vigilância Sanitária:


Todas as ações que envolvem o farmacêutico em cada uma das áreas citadas exige-se a vigilância sanitária no que se refere ao controle de qualidade de atendimento, higiene, práticas específicas entre outras normas que garantem uma assistência farmacêutica eficaz.

 


Pelo Uso Racional de Medicamentos.





Não pratique a automedicação: Consulte o Médico ou o Farmacêutico.
  • Não se automedique;
  • Tome medicamento somente após consulta médica e a devida orientação do farmacêutico (e não do balconista);
  • Eliminar de casa sobra de medicamentos e não deixar medicamentos que estão sendo usados em local que possibilite o acesso das crianças;
  • Saber se um medicamento deve ser tomado com água ou leite, antes ou após as refeições pode fazer toda a diferença no resultado do tratamento;
  • Saber que você também é responsável por um tratamento adequado à medida que busca a orientação do farmacêutico.


Não tem nada a ver:
  • Misturar medicamentos e tomar tudo de uma vez pensando que assim é mais fácil;
  • Emprestar sobras de medicamentos às outras pessoas, ao invés de ajudá-las você poderá intoxica-la seriamente;
  • Comprar medicamento que não seja de procedência séria, vendidos em camelôs ou em locais impróprios. Esteja atento e denuncie ao CRF-AM caso verifique esse tipo de ação.